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Fotos:  Google

Texto: Wikipédia

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Marianne Steinbrecher


Marianne Steinbrecher 

.Mais conhecida como Mari (São Paulo23 de agosto de1983), é uma jogadora de vôlei brasileira. Atua como ponta e oposto.Mari é descendente de russos e alemães. Apesar de ter nascido em São Paulo, morou e começou sua carreira na cidade de Rolândia no Paraná. Por crescer demais na adolescência, Mari começou a ficar encurvada e recebeu a orientação médica de que deveria praticar algum esporte para corrigir a postura. Mas as primeiras opções dela não eram o vôlei, e sim o futebol ou o basquete. Quis o destino, porém, que Mari seguisse para o vôlei, já que em Rolândia havia apenas time feminino deste esporte. Além do que, a mãe da jogadora, dona Gisela, por gostar de voleibol, também incentivou a filha nesse caminho. Mari começou a jogar sem muitas pretensões, porém seu treinador viu que a menina de 14 anos tinha vocação e pediu empenho à atleta. Mudou-se paraLondrina para atuar no Grêmio Londrinense. Lá ela jogava como meio-de-rede, muito por causa de sua altura. Sua dedicação ao esporte trouxe uma oportunidade em São Paulo, em um time de ponta, o então BCN/Osasco.Biografia

No novo time, ainda nas categorias de base, atuou como atacante de extremidade, mais especificamente como oposta. Sua primeira oportunidade de titular no time profissional de Osasco foi no Campeonato Paulista de vôlei de 2003, quando as então principais jogadoras estavam com a seleção brasileira. Mari se destacou tanto que acabou ganhando uma vaga no time titular, jogando como oposta, na Superliga2003/2004. Acabou o campeonato sendo eleita maior pontuadora, melhor atacante e jogadora revelação daquela temporada. Sua bela atuação pelo clube rendeu-lhe uma convocação para seleção brasileira adulta. Mari jogou ao lado de grandes jogadoras, como Fernanda VenturiniVirna Dias e Érika Coimbra, porém, mesmo sendo a menos experiente do grupo, foi o grande destaque brasileiro na conquista do Grand Prix de2004 e nos Jogos Olímpicos de Atenas (a entrada de Mari na seleção acabou tirando a experiente jogadora Leila Barros da Olimpíada daquele ano, já que as duas atuavam na mesma posição). Na semi-final contra a Rússia, marcou incríveis 37 pontos. Porém, a jovem paulistana ficou tachada como culpada pela não ida do time brasileiro à final Olímpica, pois no 4º set do jogo, quando o placar se encontrava em 24 a 19, Mari errou ataques em sequência, levando o jogo ao tie-break. No set desempate, a Rússia fechou o jogo (com Mari errando a última bola, atacando pelo fundo da quadra) e seguiu na disputa pela medalha de ouro(que foi conquistada pela seleção chinesa). Mari ficou extremamente abalada com a derrota, seu contagiante choro no fim da partida contrastava com o costumeiro comportamento frio e sério dentro de quadra. Na disputa pela medalha de bronze, Mari não teve condições psicológicas de jogar e viu, do banco, o time brasileiro perder o jogo pra arqui-rival Cuba, ficando no 4º lugar geral.

No ano de 2005, depois do fracasso na Olimpíada de 2004, a seleção brasileira foi renovada. Mari foi inserida no novo grupo, que contou e conta, atualmente, com jogadoras mais jovens como Fabiana ClaudinoPaula PequenoJaqueline CarvalhoSheilla Castro e outras. Durante a temporada com a seleção, mais precisamente às vésperas do Grad Prix de 2005, Mari foi submetida a uma cirurgia no ombro, que a incomodava desde muito tempo (a jogadora convivia com dores no ombro, tomando remédios e fazendo diversos exercícios para conter a dor). Os medicamentos eram tão parte da vida de Mari, que ela chegou a colocar o nome de um deles em sua cachorra, a Bextra. Porém, a atleta contribuiu, até onde pôde, para a conquista dos seis campeonatos disputados durante o ano de 2005. Em 2006, já recuperada, Mari mais uma vez foi convocada pra seleção, contribuindo, entre as conquistas mais importantes, para o hexa campeonato do Grand Prix e para a medalha de prata no Campeonato Mundial de 2006. Jogou no clube italiano Scavollini Pesaro, ao lado da também brasileira Sheilla Castro, no qual era treinada pelo técnico da seleção brasileira feminina, José Roberto Guimarães.

Convocada para a seleção brasileira de vôlei para a Olimpíada de Pequim 2008, sagrou-se campeã vencendo o time dos Estados Unidos na grande final por 3 sets a 1, levando sua primeira medalha de ouro. Ainda chateada pelas críticas de 4 anos antes, nos Jogos Olímpicos deAtenas na Grécia, Mari comemorou fazendo um gesto de "cala a boca" aos críticos devido a sua grande atuação e declarou "Agora, vão ter que nos aplaudir. E de pé". Por esse gesto, a jogadora chegou a receber alguns comentários repreensivos, mas ela declarou, posteriormente, não se arrepender do que fez. Pelo contrário, ela acha que o gesto "doeu em quem tinha que doer". [1].

Retornou ao vôlei brasileiro para defender o time do São Caetano/Blausiegel, onde jogou durante as temporadas de 2008/2009 e 2009/2010. Além de Mari, o São Caetano contava com as também campeãs Olímpicas Sheilla e Fofão (as três eram conhecidas como o "trio de ouro" do São Caetano). No entanto, teve que deixar o time do ABC paulista, em 2010, depois de anunciado o fim do patrocínio da empresa de medicamentos, Blausiegel, que bancava o trio olímpico, sem ter conquistado nenhum título expressivo, atingindo apenas o 3º lugar daSuperliga de vôlei em ambas as temporadas. Foi então contratada pelo time carioca Unilever, comandado pelo técnico super campeãoBernardinho, para a temporada 2010/2011.

Depois das Olimpíadas de Pequim, no ano de 2009, Mari foi novamente convocada pela seleção brasileira, ganhando quase todos os campeonatos que disputou naquele ano, incluindo o Grand Prix 2009 e o campeonato continental classificatório para o Mundial do Japão de 2010, restando apenas a Copa dos Campeões, vencida pela Itália. No ano seguinte, foi reconvocada, porém, na fase final do Grand Prix de 2010 (em Ningbo, na China), Mari, quando desceu do bloqueio triplo, durante a partida contra a seleção da Polônia, sofreu uma entorse no joelho direito, ficando de fora do resto da competição. A jogadora ainda manteve esperanças até o fim de que a entorse não teria causado uma lesão mais grave. No entanto, de volta ao Brasil, ela passou por uma artroscopia que apontou o rompimento total do ligamento cruzado do joelho direito, o qual foi reconstituído durante este mesmo procedimento. Com isso, Mari teve que adiar novamente o sonho de ser campeã Mundial, pois foi obrigada a ficar parada por 6 meses, em recuperação, com previsão de volta para o segundo turno da Superliga nacional de vôlei.

A seleção brasileira conquistou o 2º lugar no campeonato Mundial de 2010, e durante a cerimônia de premiação, Mari foi homenageada pelas suas companheiras, assim como a também cortada por lesão Paula Pequeno. Sheilla segurou a camisa com o nome e número de Mari no pódio, enquanto Adenízia segurou a de Paula, para representar que as duas também faziam parte do grupo.

Depois de quase 6 meses de fisioterapia, em fevereiro de 2011, foi anunciada a volta de Mari às quadras para o jogo do Unilever contra o Usiminas/Minas, pela 4ª rodada do returno da Superliga femina, que ocorreria no dia 17/02/2011. Apesar de que Mari foi relacionada para o jogo, e a expectativa da torcida era grande para vê-la, finalmente, entrando para jogar, a número 7 do time carioca teve que aguardar mais um pouco, pois Mari assistiu a toda a partida do banco de reservas, sem entrar nenhuma vez. Dois dias depois, no entanto, no jogo contra o BMG Mackenzie, válido pela 5º rodada, sem que ninguém esperasse, o técnico Bernardinho resolveu colocar Mari entre as 7 titulares, e deixou a ponteira em quadra durante os três sets da vitória do Unilever por 3x0, na qual Mari fez 8 pontos. Nas rodadas seguintes,Bernardinho também manteve Mari entre as titulares do time, com o intuito de que a jogadora ganhesse ritmo de jogo antes dos play-offs da Superliga, que começaram em março.

Mostrando uma ótima recuperação, e tendo atuações surpreendentes para quem passou quase 6 meses sem jogar, Mari jogou toda a fase final da Superliga 2010/2011, ganhando, inclusive, o prêmio de melhor jogadora de um das duas partidas das quartas de final, bem como de uma das semifinais, levando o Unilever à grande final, na qual enfrentou a equipe do Sollys/Osasco. Com outra bela atuação de Mari, o time carioca saiu vencedor do confronto e a jogadora voltou a ser campeã da Superliga, tornando-se tetra-campeã. (temporadas 2002/2003, 2003/2004, 2004/2005 e 2010/2011) Depois de ter conquistado o título pela equipe carioca, Mari renovou o contrato com o Unilever para a temporada 2011/2012.

Características

Mari sempre foi uma jogadora de característica ofensiva. Joga como ponta-passadora (o mesmo que ponta ou ponteira), atacante que atua pela entrada-de-rede e é uma das responsáveis pela recepção de saque da equipe (junto com a outra ponta e a líbero), mas fez atuações majestosas na saída-de-rede, atuando como oposta. E, nessa posição, fez suas melhores partidas, tanto na seleção brasileira, quanto no seu antigo clube, Finasa/Osasco. Também é uma bloqueadora excelente, além de ter um saque viagem muito eficiente (contudo, atualmente a jogadora vem optando por um saque mais balanceado). Na temporada de 2006, Mari foi deslocada pra posição de ponta na seleção, e a partir daí, começou um intenso treinamento de fundamentos defensivos como recepção e defesa. No clube onde joga, Mari foi contratada como ponteira. Mas, na seleção, a atleta também poderá ser usada na função de oposta, visto que no grupo brasileiro existem jogadoras que podem exercer ambas as funções. Mesmo sendo reconhecidamente uma jogadora de características ofensivas, Mari liderou as estatísticas de recepção da Olimpíada de Pequim durante boa parte do campeonato, terminando em 6º, a melhor posição de uma brasileira. Chegou a declarar que, por não ser uma ponteira nata, tem que treinar constantemente o fundamento recepção para garantir um bom desempenho.

Quando explodiu para a fama e o reconhecimento profissional, Mari foi apontada como a maior revelação do vôlei nacional depois de Ana Moser (principalmente após a bela passagem pela seleção adulta). Porém, a atleta atuava como oposto, diferentemente de Ana, que jogava na ponta. Muitos crêem, agora que Mari está jogando na entrada-de-rede, que a mais nova ponteira tenha condições de alcançar o posto de sucessora da eterna nº 2 da seleção brasileira, obtendo a titularidade no time e destaque internacional.

Clubes

Clube

País

De

Até

Unilever Vôlei/Rio de Janeiro

 Brasil

2010

____

São Caetano E.C./Blausiegel

 Brasil

2008

2010

Scavolini/Pesaro

 Itália

2007

2008

Pinheiros/Blausiegel

 Brasil

2007

2007

BCN/Osasco

 Brasil

2000

2003

Grêmio Londrina

 Brasil

1999

2000

Principais conquistas

Seleção Brasileira

Em clubes

Unilever Vôlei/Rio de Janeiro:

São Caetano/Blausiegel

  • 3º lugar da Superliga (2009/2010)
  • Campeã dos Jogos Abertos do Interior (2009)
  • 3° lugar da Superliga (2008/2009)
  • Vice campeã da Copa Brasil de Vôlei (2008)

BCN/Finasa/Osasco:

  • Tetra-campeã Paulista (2002, 2003, 2004 e 2005)
  • Tri-campeã da Superliga (02/03, 03/04, 04/05)
  • Bi-campeã da Salonpas Cup (2002 e 2005)
  • Medalha de Bronze no Torneio da Basiléia (2005)
  • Campeã do Torneio da Basiléia (2004)

Scavolini Pesaro:

  • Campeã da Coppa CEV (2008)
  • Campeã da Liga Italiana Feminina de Vôlei (07/08)
  • Quarto Lugar na Liga Italiana Feminina de Vôlei (06/07)
  • Campeã da Supercoppa da Itália (2006)

Pinheiros/Blausiegel:

  • Campeã da Copa São Paulo (2006)

Premiações

Pela Seleção Brasileira

  • Melhor atacante e MVP - Copa Pan Americana (2006)
  • MVP - Grand Prix de Vôlei (2008)
  • Melhor atacante - Sul Americano de Vôlei (2011)

Por clubes

Finasa/Osasco:

  • Melhor atacante, maior pontuadora e revelação - Superliga (03/04)
  • Melhor saque - Superliga (04/05)
  • Melhor saque - Torneio da Basiléia (2004)

 

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